POLÍCIA

PF mira Claudio Castro em esquema de combustíveis no Rio

Operação apura licenças ambientais, lavagem de dinheiro e suspeitas de irregularidades envolvendo Refit e ex-governador

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Publicado em 14/08/2026 às 12:31

Claudio Castro Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, em uma investigação que apura suspeitas de fraudes ligadas ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro. A ação teve como um dos alvos o ex-governador Cláudio Castro e foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão no estado.

Segundo a PF, esta etapa mira possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, além de indícios de lavagem de dinheiro associados ao esquema investigado. A apuração também envolve suspeitas de crimes contra a ordem econômica e de práticas que teriam impactado a comercialização de combustíveis.

Crimes sob apuração

Além da suposta fraude ambiental, os investigadores apuram indícios de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado. O conjunto de suspeitas reforça a dimensão financeira e regulatória do caso, que envolve uma rede de possíveis irregularidades em diferentes frentes.

A nova fase é um desdobramento da primeira etapa da operação, deflagrada em maio deste ano. Na ocasião, a PF passou a investigar a atuação de um grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de beneficiar a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, que já era foco de outras apurações.

Defesa nega irregularidades

Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador em irregularidades envolvendo a Refit. Os advogados também afirmaram que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem, há meses, ligação com Castro.

A defesa disse ainda que não teve acesso ao conteúdo integral da denúncia nem aos elementos que embasaram a operação. Segundo a nota, os atos praticados por Castro durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação, e a equipe aguarda a liberação dos autos para apresentar manifestação mais detalhada. (com informações da Agência Brasil)