INFORME JB
A promessa (aceita) de Flávio Bolsonaro ao partido do bispo Macedo em troca de apoio no primeiro turno
Por POLÍTICA JB
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Publicado em 12/07/2026 às 11:12
Alterado em 12/07/2026 às 11:50
Edir Macedo e Jair Bolsonaro selaram apoio mútuo durante a campanha eleitoral de 2022 Agência Brasil
Segundo apuração publicada por Lauro Jardim, de O Globo, o senador Flávio Bolsonaro teria fechado o apoio do Republicanos, o partido do bispo Macedo, em uma conversa direta com o deputado federal pastor Marcos Pereira. A articulação teria incluído uma condição explícita: a promessa de indicar Pereira, o testa-de-ferro do líder da Igreja Universal na direção nacional do partido, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
A suposta troca envolveria a cadeira do ministro Luiz Fux, cuja aposentadoria está prevista para abril de 2028. A informação reforça o peso político da negociação, já que o Republicanos é considerado um partido com influência relevante no Congresso e em prefeituras país afora.
O peso político do Republicanos
Fundado por Macedo para abarcar pastores ligados à igreja, o Republicanos mantém forte identificação com a ala radical da denominação evangélica (que persegue com mãos de ferro religiões de matrizes africanas, por exemplo), e consolidou presença nacional. Hoje, a legenda conta com três governadores, 440 prefeitos, sete senadores, 45 deputados federais e mais de 4 mil vereadores, sendo a quinta maior bancada da Câmara.
Esse tamanho torna o partido um ativo estratégico para qualquer projeto eleitoral com ambição nacional. Marcos Pereira chegou inclusive a ser citado como possível candidato à presidência da Câmara na disputa vencida por Hugo Motta.
Impacto na disputa futura pelo Supremo
Além de Fux, o texto lembra que novas vagas no STF poderão surgir nos próximos anos, como as de Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, previstas para 2029 e 2030. Embora as datas estejam condicionadas ao calendário institucional, a sucessão no Supremo tende a seguir como tema central nas articulações entre governo, partidos e lideranças do Congresso.
Na prática, a informação publicada sugere que a construção de alianças políticas já considera não apenas a disputa eleitoral imediata, mas também o controle sobre futuras indicações para a mais alta Corte do país. Até o momento, não há confirmação pública de um acordo formal entre as partes citadas. Nem haveria de haver. (com informações de Yuri Ferreira, da Revista Fórum)