Comissão da Alerj vistoria Lagoa de Itaipu e denuncia irregularidades ao Ministério Público

Profundidade em alguns pontos não passa de 7cm. Poluição ameaça pesca e turismo

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Uma vistoria realizada semana passada pela Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj (Cosan) na região da Lagoa de Itaipu, identificou uma série de situações de risco ao meio ambiente e gerou uma representação do órgão junto ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando a adoção de medidas emergenciais para evitar danos ainda maiores.

De acordo com técnicos da Cosan, entre os maiores problemas encontrados está o assoreamento do canal responsável pela oxigenação da Lagoa de Itaipu. No documento direcionado ao MPF, o deputado estadual Gustavo Schmidt, presidente da Comissão, relata que a situação vem prejudicando a renovação das águas da lagoa, contribuindo para a mortandade de várias espécies da fauna marinha.

“Estamos extremamente preocupados com a situação. Pare se ter uma ideia, uma pesquisa que encontramos aponta que, de 1976 a 2011, o corpo d’água do complexo lagunar Piratininga-Itaipu perdeu cerca de 880 mil metros quadrados. Não encontramos dados a partir de 2011, mas imaginamos que a situação tenha se agravado ainda mais”, afirma Gustavo Schmidt. “Precisamos de medidas urgentes para salvar as lagoas de Niterói”.

Outra situação flagrada pela Cosan nos arredores da Lagoa de Itaipu é a continuidade de um processo de despejo de esgoto e o acúmulo de detritos nos rios e canais contribuintes do sistema lagunar, aumentando o índice de poluição e impedindo a utilização da lagoa para pesca e atividades de turismo e lazer.

Medições feitas no local mostram que a profundidade da Lagoa de Itaipu, em média, é de apenas 20cm, variando de 7cm a 70cm, dependendo da região. Recentemente, operações de remanejamento de areia feitas pela Prefeitura junto à foz do Canal de Itaipu, numa tentativa de melhorar o fluxo de água em direção à Lagoa, mostraram-se inúteis, e parte do material retirado acabou retornando para o interior do canal.

O documento emitido pela Cosan também foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Prefeitura de Niterói.