Servidores planejam greve, e ministro do STF alerta Bolsonaro sobre perigos do reajuste às polícias

Reajuste do governo de Jair Bolsonaro prometido às polícias federais criou uma crise no funcionalismo público. Servidores federais planejam paralisações para o dia 18 de janeiro

Foto: Reuters / Sérgio Moraes
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Enquanto sofre a pressão de ao menos 19 categorias de servidores que podem "cruzar os braços" no próximo dia 18, o presidente Jair Bolsonaro foi avisado dos riscos caso a concessão de reajustes para apenas uma categoria pare na Justiça, com o governo obrigado a dar o aumento para todo funcionalismo público.

Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi consultado pelo governo e alertou para o problema, afirmando que se tiver aumento para uma categoria, acabará tendo para todos.

O presidente tem recebido alertas de que o reajuste é gatilho de uma potencial crise mais séria, diz o "Estadão".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem se mostrado contrário aos aumentos de salários. Ele começou nessa quinta (13) conversas com os representantes da Receita Federal para tentar buscar diálogo com os servidores.

Com as demissões voluntárias na Receita ao longo de janeiro, nos últimos dias, operações dos auditores causaram transtornos em portos e na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Desde o final do ano passado, quando Bolsonaro anunciou pretensão de conceder reajuste em 2022 apenas a carreiras da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), servidores federais se mobilizam para reivindicar recomposição salarial linear.

Há cinco anos sem qualquer reajuste, a maioria dos servidores do Executivo protesta diante da postura do governo. Além da luta por readequação salarial, os servidores estão empenhados, no próximo dia 18, em protestar contra a PEC 32 e a Emenda Constitucional 95, o teto de gastos. (com agência Sputnik Brasil)

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