Governo não renovará operação das Forças Armadas na Amazônia, diz Mourão

Mesmo com o fim da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), militares continuarão a dar apoio logístico, disse o vice-presidente

Foto: Folhapress / Marx Vasconcelos
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O vice-presidente, Hamilton Mourão, anunciou nessa sexta-feira (15) que o governo federal não renovará a operação GLO que permite o emprego de militares em ações de combate a crimes ambientais na Amazônia.

A operação, que terminou também nessa sexta, tinha como previsão de término o dia 31 de agosto passado, entretanto, o presidente Jair Bolsonaro decidiu estender os trabalhos por mais 45 dias.

Segundo Mourão, as Forças Armadas continuarão a atuar na Amazônia para prestar apoio logístico nas ações lideradas por órgãos civis de fiscalização.

O apoio logístico mencionado pelo vice-presidente já é previsto por lei de forma permanente.

"Sem renovação da GLO, o que foi acertado: as Forças Armadas continuam a prestar apoio logístico, de comunicações e de inteligência. O Ministério do Meio Ambiente, que teve o seu orçamento duplicado, repassa o recurso necessário para o Ministério da Defesa. Coordenação feita dentro do grupo gestor e pronto, segue o baile", disse Mourão.

Ainda segundo o vice-presidente, agora, os órgãos de fiscalização estão com maior capacidade de fazer o trabalho, pois houve reforço de pessoal e de dinheiro.

"As agências ambientais estão com mais gente agora em condições de trabalhar. Vamos lembrar que no ano passado a intensidade da covid-19 era muito maior, o pessoal não estava vacinado, tem muita gente de mais idade que são funcionários das agências e agora estão em condições de trabalhar em tempo integral", argumentou.

A retirada das Forças Armadas no combate a crimes ambientais pode sinalizar uma fragilidade na fiscalização e prevenção dos incêndios que assolam a região.

De acordo com Warwick Manfrinato, engenheiro agrônomo entrevistado pela Sputnik Brasil, "quase 100% dos incêndios na Amazônia são causados criminalmente ou acidentalmente, e não naturalmente".(com agência Sputnik Brasil)

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