A Santa Casa, no Rio

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Neste esse último final de semana, o juiz Francisco Horta foi reeleito para o cargo de Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

A Santa Casa de Misericórdia teve origem em Portugal, no final do século XV.

No Brasil, a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro foi fundada no século XVI, em data incerta, na praia de Santa Luzia 206, onde permanece até hoje. Muitos historiadores atribuem a sua criação ao padre São José de Anchieta, da Companhia de Jesus, que chegou ao Brasil na esquadra do segundo governador geral, Duarte da Costa, em 1553.

Há, outros estudos, sobre a origem da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Que dizem ter sido o terceiro governador geral, Mem de Sá (tio de Estácio de Sá), com o apoio do padre Manuel da Nóbrega, quem teria tomado a iniciativa de criar o hospital junto ao Castelo.

De qualquer forma, a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, regida pelos mesmos princípios da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, foi criada para acolher e alimentar os pobres, os presos, curar os doentes, asilar os órfãos, sustentar as viúvas. Foi criada para estar a serviço dos mais carentes e desassistidos.

Eu conheci Francisco Horta, meu amigo da mesma geração (tenho 86 e ele, 87 anos ) nos anos 60. Depois que me elegi deputado estadual pela extinta UDN no Estado da Guanabara.

Advogado e juiz de Direito muito querido por todos, foi titular da 5a Vara Cível (1967 a 1970), da Vara de Execuções Penais (1970 a 1982), entre outros postos no Judiciário carioca.

Filho do médico Francisco Horta e da professora Marilda Horta, Francisco Horta é um carioca. Estudou no Colégio Mello e Souza, formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, é tricolor de carteirinha.

Por causa do Fluminense, mais do que da própria política, eu me aproximei muito de Horta, nos anos 70.
Na presidência do Fluminense, entre 1975 e 1977, Horta montou a "máquina tricolor, com Rivelino, Paulo César Caju, Carlos Alberto Torres, entre outros craques.

Depois que saiu do Fluminense, Horta foi eleito deputado estadual pelo PTB, em 1982. E tornou-se líder da bancada de seu partido.

Assumiu em 2014 o cargo de Provedor da Santa Casa de Misericórdia para tentar driblar uma crise na instituição de mais de 400 anos.

Faço parte da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, desde 2014, por indicação de Francisco Horta.

Diante dos graves problemas causados, recentemente, pela pandemia, e, também, pela crise econômica brasileira, a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro deverá seguir firme para cumprir o seu papel de cuidar e curar.

E, uma grande inspiração para que isso aconteça, é o lema criado por Horta, no tempo de grandes vitórias do Fluminense: "Vencer ou vencer ".

*Empresário e ex-deputado.

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