NAS QUADRAS - Tudo sobre basquete

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Clube do Mickey

No dia 11 de fevereiro, o CEO do Grupo Disney não teve uma boa manhã. Em ligação com acionistas, o principal executivo do grupo, Bob Chapek, informou que, em comparação ao mesmo período de 2019, os meses de outubro, novembro e dezembro de 2020 registraram uma queda de 98% no lucro. A empresa lucrou em 2020 no último trimestre "apenas" 17 milhões de dólares. Um troco de bala em comparação ao valor de 2019: foram meros 2.11 bilhões de dólares.

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O Dono da bola na parceria entre Disney e NBA (Foto: Reprodução)

A receita dos parques como a Disney World foi a maior responsável pela queda, o que era esperado, já que os locais funcionaram com capacidade reduzida devido à insuportável pandemia da covid-19. Mas que relação isso tem com o basquete e a NBA? Temos alguns pontos a destacar:

1.ESPN - Uma das poucas áreas em que ocorreu um crescimento nas receitas da Disney no último trimestre foram os serviços de streaming. A “Netflix" do Mickey Mouse lançou neste período dois filmes inéditos (Mulan e Soul) e o esperado final de “O Mandalorian”. Dentro deste pacote de serviços sob demanda está a ESPN+. A emissora tem como um dos seus pilares a transmissão de jogos ao vivo da NBA, mesmo para o local onde está sendo disputada a partida. Isso é uma das vantagens do serviço da Disney, já que até mesmo o League Pass Americano sofre com os terríveis “lockouts" de jogos. E esta relação é um problema.

A Disney se posiciona como uma empresa familiar e foge de polêmicas mais rápido do que o Relâmpago McQueen. Uma boa cobertura jornalística é exatamente o oposto disso. É jogar luz nos fatos errados das sociedades, governos e empresas. E desde a aquisição do Mickey Mouse a marca ESPN Americana cada vez ressalta a letra “E" de seu nome para entretenimento. Isso afeta diretamente o conteúdo jornalístico gerado pela gigante esportiva. A relação da Disney e da NBA é tão simbiótica que até mesmo a famosa bolha de Orlando foi disputada em uma instalação com a marca ESPN/Disney. Será que o silêncio de vozes dissonantes em relação à continuação da temporada tem relação? Nunca saberemos. Coisas que incomodam como a patuscada de Mark Cuban (leia mais adiante) fez esta semana são jogadas para baixo do tapete, e bobagens como o que Kendrick Perkins disse são supervalorizadas. Uma pena.

2.NBA - Por que a NBA está aqui? Como disse no primeiro item, a ligação da Liga com a Disney é simbiótica. Além do contrato com a ESPN, a Disney tem os direitos nos Estados Unidos na TV aberta com os jogos na rede ABC. Os jogos de sábado na temporada regular são transmitidos para todo o país com o nome “Saturday Primetime”. O problema é que não sabemos até que ponto a Disney NÃO interfere. A empresa já escolhe os jogos, o que é justo, mesmo que isso signifique obrigar as estrelas a jogar jogos seguidos e prejudicar o espetáculo.

Falando em prejudicar o espetáculo, tivemos a novela da volta da temporada 2020/2021 em outubro e novembro, com a indecisão se a Liga faria a coisa certa em esperar a virada do ano e começar a temporada em meados de janeiro de 2021. Quando surgiu o valor do tamanho da caixa-forte do Tio Patinhas que a Liga e os jogadores deixariam de receber, se a a temporada não iniciasse em dezembro, rapidamente todos concordaram em começar na correria em 2020. Na época, a culpa caiu para a empresa Tencet, que detém os direitos na China. Depois de ver os números que o trimestre da Disney apresentou, não sei, não. Jogos de Natal, por pior que sejam como os de 2020, são um grande chamariz.

A NBA se relacionar com o maior conglomerado de mídia do mundo não é ruim. A parceria já se mostrou frutífera até como atração no Disney Springs em Orlando. Mas a vida com a Disney não significa imunidade a problemas e erros de gestão. Lucasfilm que o diga.

É isso aí, pe-pe-pessoal

Deve cortar o coração de todos na ESPN Americana ver Lebron James ao lado dos personagens da Warner em Space Jam 2…

Estão cavando no lugar errado

A “lacrada" de Mark Cuban, dono do Dallas Mavericks, acertou em cheio nas redes sociais. Para quem não se lembra, o Mavs jogou com Wolves na última segunda sem a execução do Hino Nacional Americano. “Tomei a decisão em novembro” disse Cuban em entrevista. A gritaria defendendo os dois lados da história foi tão grande que a NBA teve que lançar um comunicado avisando que a execução do hino é obrigatória. Uma bobagem sem tamanho, se perguntarem a minha opinião. Mark Cuban criou esta cortina de fumaça para retirar das manchetes o fato de que ele já está permitindo público na sua arena em plena pandemia. Isso sim é um acinte!

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Mark Cuban em seu momento "enquanto está todo mundo preocupado com isso vamos deixar passar a boiada" (Foto: Getty Imagens)

Decidido

O Derrick Rose que retornou ao Knicks não se parece em nada com o jogador que ele foi durante sua passagem na temporada 2016/2017. Rose disse em entrevista que saiu de Detroit porque queria muito voltar a jogar com o técnico Tom Thibodeau e para um time que vai aos playoffs. Será que volta mesmo?

Corpo e Alma

Falando em Detroit, muito triste a situação de Blake Griffin. O jogador não joga mais pelo Pistons e foi colocado à disposição para trocas. Até aqui tudo bem, já que o Detroit precisa colocar o núcleo jovem para jogar, e Blake já não tem mais o físico de antes. Dois grandes problemas atrapalham o jogador: seu monstruoso contrato de 36 milhões nesta temporada e 38 milhões em 2020/2021 (player option) e seu corpo. O contrato pode ser resolvido de forma doída para o Pistons com um buyout, mas o corpo de Griffin parece que não será tão simples. Dois anos atrás, o jogador foi All NBA, e hoje mal consegue marcar 14 pontos em quadra. Tudo porque o Pistons pegou o jogador para atrair público para sua arena e utilizou o jogador até quando não podia. Lembram dos playoffs de 2019, que Blake jogou com lesões em praticamente o corpo todo?

Boa notícia

A Liga Nacional de basquete fez uma cestaça esta semana. Com a parada do NBB devido aos jogos da seleção na Americup, a liga manteve o nome do NBB ativo com o anúncio do Jogo das Estrelas 2021. Se no ano passado ficou a frustração da grande festa do basquete nacional ser cancelada poucos dias antes da sua realização, agora a Liga mostra que o evento está vivo e pulsando forte. O formato será diferente, com diversas ações sociais em prol das vítimas da Covid-19. Nos dias 19 e 20 de março, no ginásio do Pinheiros, teremos diversas ações on-line dos parceiros dos eventos e um sensacional quadrangular de 4 times, cada um comandado por um capitão diferente.

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Jogo das Estrelas 2021 do NBB confirmado. O basquete respira (Foto: Liga Nacional de Basquete)

Diz o release: "Cada time será representado por um capitão, que, inclusive, será responsavel pela escolha de seus respectivos elencos. Os alas da Seleção Brasileira, Alex Garcia e Marquinhos, serão os líderes de cada um dos elencos “NBB Brasil”. O maior cestinha da história do campeonato, o norte-americano Shamell será o comandante do ‘NBB Mundo’; e o atual MVP da competição, o jovem armador Georginho, estará à frente do “NBB Jovens Estrelas”.

Dessa maneira, os quatro quartos do confronto tradicional de basquete serão substituídos por quatro minijogos de 10 minutos num modelo “Final 4”. As semifinais terão os duelos entre dois times formados por atletas brasileiros e um outro entre os estrangeiros e os jovens talentos sub-25 do NBB. Os perdedores se enfrentam na disputa de terceiro lugar e os vencedores avançam para a grande final do Jogo das Estrelas 2021 (conforme abaixo):

1º Período: NBB Brasil (Alex Garcia) x NBB Brasil (Marquinhos)
2º Período: NBB Mundo (Shamell) x NBB Novas Estrelas (Georginho)
3º Período: Disputa de 3o Lugar (entre os times perdedores)
4º Período: Final (entre os times vencedores)

A votação das equipes que disputarão a partida será feita em dois momentos. A primeira parte envolverá os técnicos, assistentes e três atletas das 16 equipes do NBB, além de personalidades do basquete e da imprensa especializada. Eles definirão os 10 nomes mais bem votados nos times Mundo e Jovens Estrelas, além dos 20 com mais votos no NBB Brasil.

Esses 40 jogadores serão, mais tarde, escolhidos pelos capitães de cada equipe, através de uma ‘live’ nos perfis digitais do NBB. Cada capitão irá selecionar mais sete jogadores que farão parte de seus respectivos elencos no Jogo das Estrelas 2021.

Além dessa nova dinâmica no jogo principal, o Jogo das Estrelas 2021 seguirá com os torneios individuais: Habilidades, 3 Pontos e Enterradas. Os participantes dessas competições serão anunciados nas próximas semanas.

Excelente notícia!

Inclusive…

NBA, viu como dá para fazer All Star sem público?



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Jogo das Estrelas 2021 do NBB confirmado. O basquete respira