PNAD Contínua: desocupação fica estável em 26 dos 27 estados no 1° trimestre

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A taxa de desocupação do país no 1° trimestre de 2022 foi de 11,1%, ficando estável em relação ao 4º trimestre de 2021 (11,1%) e caindo 3,8 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2021 (14,9%). Frente o trimestre anterior, a taxa de desocupação ficou estável em 26 Unidades da Federação. A única queda foi no Amapá (-3,3 p. p.). As maiores taxas de desocupação foram as da Bahia (17,6%), de Pernambuco (17,0%) e Rio de Janeiro (14,9%) e as menores, de Santa Catarina (4,5%), Mato Grosso (5,3%) e Mato Grosso do Sul (6,5%).

A taxa de desocupação por sexo foi de 9,1% para os homens e 13,7% para as mulheres no 1° trimestre de 2022. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (8,9%) e acima para os pretos (13,3%) e pardos (12,9%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (18,3%) foi maior que as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 11,9%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (5,6%).

No 1° trimestre de 2022, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 23,2%. Piauí (43,9%) teve a maior taxa, seguido por Sergipe e Alagoas, ambos com 38,6%. Já as menores taxas ficaram com Santa Catarina (8,3%), Mato Grosso (11,3%) e Paraná (14,0%).

O número de desalentados no 1° trimestre de 2022 foi de 4,6 milhões de pessoas. O maior número estava na Bahia (648 mil desalentados, ou 14,1% do contingente nacional). O percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no 1º tri de 2022 foi de 4,1%. Maranhão (15,8%) e Alagoas (15,4%) tinham os maiores percentuais, Santa Catarina (0,6%), Mato Grosso (1,2%) e Distrito Federal (1,4%), os menores.

O percentual de empregados com carteira assinada era de 74,1% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (88,2%), São Paulo (82,4%), Rio Grande do Sul (81,1%) e os menores, no Maranhão (47,3%), Pará (51,3%) e Piauí (51,4%).

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 26,5%. Os maiores percentuais foram do Amapá (35,9%), Amazonas (35,7%) e Pará (34,6%) e os menores, do Distrito Federal (19,4%), Mato Grosso do Sul (22,3%) e São Paulo (23,6%).

A taxa de informalidade para o Brasil foi de 40,1% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Pará (62,9%), Maranhão (59,7%) e Amazonas (58,1%) e as menores, com Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (30,3%) e São Paulo (30,5%).

O rendimento médio real mensal habitual foi estimado em R$ 2.548, um aumento de 1,5% em relação ao 4º trimestre de 2021 (R$ 2.510) e uma redução de 8,7% frente ao 1º trimestre de 2021 (R$ 2.789). Na comparação entre o 4º trimestre de 2021, somente as Regiões Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) tiveram expansão significativa. Já em relação ao 1º trimestre de 2021, a Região Norte ficou estável e as demais regiões apresentaram queda do rendimento médio.

 

Taxa de desocupação recua somente no Amapá no 1º trimestre de 2022

Frente ao 4º trimestre de 2021, a taxa de desocupação caiu somente no Amapá (3,3 p.p), ficando estável nas demais Unidades da Federação. Já frente ao 1º trimestre de 2021,
as maiores quedas foram observadas em Tocantins (-7,8 p.p.), Alagoas (-6,1 p.p) e
Sergipe (-5,7 p.p).

 

PI tem a maior taxa de subutilização (43,9%) e SC a menor (8,3%)

No 1° trimestre de 2022, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 23,2%. Piauí (43,9%) teve a maior taxa, seguido por Sergipe e Alagoas, ambos com 38,6%. Já as menores taxas ficaram com Santa Catarina (8,3%), Mato Grosso (11,3%) e Paraná (14,0%).

 

AP tem a maior proporção de conta própria (35,9%) e DF a menor (19,4%)

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 26,5%. Os maiores percentuais ficaram com as regiões Norte (33,4%) e Nordeste (29,8%). As Unidades da Federação com os maiores percentuais foram Amapá (35,9%), Amazonas (35,7%) e Pará (34,6%) e os menores, Distrito Federal (19,4%), Mato Grosso do Sul (22,3%) e São Paulo (23,6%).

 

Menor percentual de trabalhadores com carteira é do MA (47,3%) e o maior, de SC (88,2%)

No 1º trimestre de 2022, 74,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As Regiões Norte (59,9%) e Nordeste (56,9%) apresentaram as menores taxas. Entre os trabalhadores domésticos, 25,0% tinham carteira de trabalho assinada no país.

Dentre as Unidades da Federação, os maiores percentuais de empregados com carteira assinada no setor privado estavam em Santa Catarina (88,2%), São Paulo (82,4%), Rio Grande do Sul (81,1%) e os menores no Maranhão (47,3%), Pará (51,3%) e Piauí (51,4%).

 

Frente ao trimestre anterior, rendimento médio avança em duas regiões

No 1º trimestre de 2022, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, foi estimado em R$ 2.548. Este resultado apresentou um aumento de 1,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.510) e redução de 8,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.789).

Na comparação entre o 4º trimestre de 2021 e o 1º trimestre de 2022, as Regiões Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) apresentaram expansão estatisticamente significativa do rendimento. Em relação ao 1º trimestre de 2021, a Região Norte ficou estável e as demais regiões apresentaram queda do rendimento médio.

A massa de rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, foi estimada em R$ 237,7 bilhões de reais, registrando estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior (R$ 235,3 bilhões de reais) quanto frente ao 1º trimestre de 2021 (R$ 237,3 bilhões de reais).

 

PA tem a maior taxa de informalidade (62,9%) e SC, a menor (27,7%)

A taxa de informalidade no 1° trimestre de 2022 ficou em 40,1% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Pará (62,9%), Maranhão (59,7%) e Amazonas (58,1%) e as menores, com Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (30,3%) e São Paulo (30,5%).

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; Trabalhador familiar auxiliar. (com Agência IBGE)

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