A luta pela sobrevivência de Ferrari e LEGO

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Com o avanço das restrições ao uso de combustíveis fósseis não-renováveis como o petróleo, a italiana Ferrari inicia uma luta pela sobrevivência enquanto marca desejada por consumidores de todo o mundo já que não acelerou projetos elétricos na velocidade dos concorrentes e parece conservar no ronco ultrapassado de seus motores um atrativo que, em breve, corre o risco de extinção.

Da mesma forma, a dinamarquesa LEGO, que fez fama com brinquedos de montar produzidos de plástico, portanto, derivados petroquímicos do petróleo, tenta se manter num mundo em transformação ainda que mais lenta do que desejavam ativistas do clima e do meio ambiente em Glasgow, que foi palco da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26).

Neste ambiente, Ferrari e LEGO iniciam uma verdadeira corrida pela sobrevivência num futuro incerto que se desenha para ambas as empresas, ainda que LEGO possa vir a fazer uso de bioplásticos, entre eles os derivados da cana-de-açúcar que, após um período, podem ser jogados, num jardim por exemplo, transformados em adubos seguindo a velha e conhecida lei de Lavoisier, de que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. E não há dúvidas: os combustíveis fósseis como o petróleo se tornaram vilões da natureza assim como seus derivados bem como a produção nos moldes atuais de carne bovina, que tem afetado a camada de ozônio com o metano do chamado “arroto do boi”. Pior que isso: em países atrasados como o Brasil, a abertura de pastos tem resultado em acelerado desmatamento e assoreamento de rios. Gigantes do setor como a Minerva e a JBS garantiram em Glasgow que podem adotar medidas imediatas para minimizar o problema, temendo boicotes e retaliações comerciais como a levada a cabo no ano passado pela maior rede britânica de varejo de alimentos, a Tesco, que colocou um freio na venda de carne bovina originária do Brasil aos residente no reino da Rainha Elizabeth II.

Neste novo mundo, que começou a se desenhar no Rio de Janeiro, em 1992, durante a Rio-92, Ferrari e LEGO, duas marcas consagradas de mercado decidiram se unir, somar forças e anunciaram neste mês de novembro de 2021, em paralelo à COP-26, a primeira atração interativa LEGO Ferrari Build Race, algo como construir uma corrida, participar dela, no parque de diversões Legoland na Califórnia, nos Estados Unidos, a ser aberto ao público na primavera de 2022.

Com um modelo Ferrari F40 em tamanho real desenvolvido pelo Grupo LEGO, a atração Build and Race permitirá aos visitantes sentar no banco do piloto e dirigir dos "boxes" até a "pista de corrida" usando sua criatividade e imaginação para construir, testar e pilotar sua própria Ferrari de LEGO. "A Ferrari é renomada por fabricar carros únicos em termos de desempenho, inovação e design, estabelecendo o padrão de luxo e excelência no mundo automotivo. Temos milhões de jovens visitantes que podem se inspirar nisso para criar seus próprios carros exclusivos nesta instalação única de testes e corrida", afirmou Kurt Stocks, presidente do Legoland California Resort.

"A experiência Build and Race foi projetada para engajar os amantes da Ferrari e do LEGO de todas as idades, alinhando-se com a estratégia da Ferrari de atrair seus fãs mais jovens", disse Annabel Rochfort, diretora de entretenimento e esportes da Ferrari.

A atração Build and Race conta com três espaços projetados para serem interativos e inspiradores. Um membro da equipe dos boxes da LEGO recepcionará os convidados quando eles chegarem na atração, compartilhando curiosidades sobre a Ferrari, história da corrida e apresentando equipamentos e prêmios temáticos da LEGO. Ao entrarem nos boxes, os visitantes terão a oportunidade de sentar em uma Ferrari F40 em tamanho real e tirar fotos. A jornada continua conforme os visitantes exploram sua criatividade e constroem sua própria Ferrari de LEGO para pilotar em uma das três pistas de corrida que incluem a área de teste, a pista de teste de direção e a pista de teste de velocidade. Cada pista oferece aos visitantes diferentes obstáculos, desafios e a chance de fazer o tempo mais rápido.

No mundo de hoje, até marcas consagradas como a Ferrari e LEGO precisam correr para sobreviver. É o que estão fazendo, se vai dar resultados, a carta de intenções ao futuro esta lançada. Essas marcas dependem, como o meio ambiente, da sustentabilidade, de manter hoje o ativo que possuem e que possa ser consumido por gerações futuras. Só empresas sem compromissos sustentáveis matam a sua galinha dos ovos de ouro. Ferrari e LEGO buscam sempre a resiliência, essa capacidade de resistir a um mundo em transformação.

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