Aumento da taxa média de juros para 6,1% no crédito pessoal em abril

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Faz algum tempo que os valores dos créditos e serviços financeiros se mantinham estáveis, e ainda com leves baixas, mas parece que aquele período está chegando ao fim. De acordo com dados apurados pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP), em abril foi registrado um incremento na taxa média aplicável aos empréstimos pessoais de 0,02 ponto porcentual. A média no mês de março foi de 6,08%, passando para 6,1% atualmente.

São muitos os motivos que podem influenciar nos valores cobrados pelos bancos no momento de emprestar dinheiro, mas existe um fator decisivo, dirigido pela política monetária e é a famosa Taxa Selic. Este é o nome da taxa básica de juros da economia, o Banco Central (BC) a utiliza como mecanismo de controle da inflacao, entre outros aspectos.

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Banco Central (Foto: Arquivo)

Em termos simples, quando a taxa Selic desce, é mais conveniente para os bancos emprestar dinheiro para os particulares e, consequentemente, os créditos ficam mais baratos estimulando assim o consumo. Ao contrário, incrementar o valor da taxa Selic faz com que os juros cobrados em qualquer tipo de serviço financeiro fiquem mais caros, limitando o dinheiro circulante, desestimulando o consumo e, finalmente, provocando uma desaceleração ou queda da inflação.

Desde agosto de 2020 a Selic estava no seu valor mínimo histórico de 2% ao ano, até que em março deste ano o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) subiu o percentual para 2,75% anual. O fundamento do aumento é a tentativa de pôr algum freio à inflação, levando em conta que a alta no custo de vida medida pelo IPC no mês de fevereiro foi de 5,20% num período de 12 meses.

Como ficam os principais créditos pessoais?

Por enquanto, das opções de empréstimos existentes no mercado, apenas dois bancos aumentaram as taxas de juros do crédito pessoal: Itaú, passando de uma taxa mensal de 5,91% para 5,97%, e o Bradesco, com uma mudança de 7,16% para 7,22% ao mês.

Se analisados os produtos oferecidos pelas demais instituições, vê-se que os valores se mantêm, mas isto pode variar em qualquer momento.

Aquí os principais valores apurados pelo Procon-SP:
A Caixa Econômica Federal oferece a menor taxa para crédito pessoal, estabelecida em 3,89% mensal.
No caso do cheque especial para pessoa física, a taxa média é de 7,96% ao mês, isto quer dizer que se manteve igual ao mês anterior. É importante levar em conta que, por disposição do Banco Central, desde o ano passado existe um limite de cobrança de juros neste tipo de cheque especial. A taxa de qualquer instituição não pode ultrapassar o 8% mensal.
O Banco do Brasil oferece a menor taxa do mercado para cheque especial de pessoa física, sendo de 7,73%. Já o resto dos bancos se mantém no limite autorizado: 8% mensal.

O principal conselho da Fundação de Proteção ao Consumidor é que, antes de se endividar, a pessoa deve fazer uma verdadeira análise dos seus ingressos e despesas para evitar contratar empréstimos que, posteriormente, não poderão ser pagos.



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