
SAÚDE E ALIMENTAÇÃO
Tóxicos e Nanoplásticos: Falência cardíaca
Publicado em 10/03/2025 às 07:03
Alterado em 10/03/2025 às 18:01
A alta impregnação de metais tóxicos tem se tornando importante causadora de cardiomiopatia e falência cardíaca.
Diversos tóxicos como chumbo, mercúrio e alumínio se acumulam no tecido cardíaco, causando danos às células, podendo evoluir para falência cardíaca.
De acordo com o Dr. Thomas Levy, editor do "Orthomolecular Medicine News Service", em um artigo de novembro de 2023, “muitas toxinas diferentes, incluindo muitos metais pesados, foram associadas à insuficiência cardíaca ou demonstraram claramente ser a causa direta. Além disso, uma ou mais destas toxinas estão quase sempre presentes em concentrações elevadas no músculo cardíaco afetado. Uma lista parcial de tais agentes inclui os seguintes: chumbo, cobre, ferro, mercúrio, alumínio, cobalto/cromo, cádmio, ouro/prata, quimioterapia, proteína de pico covid”.
Além disso, mostra como esses agentes lesam o coração, exemplificando:
- Chumbo está ligado a falência cardíaca e miocardite
- Mercúrio com cardiomiopatia idiopática
- Antimônio com aumento de risco de infarto ou derrame
- Ferro com falência cardíaca.
Conforme exemplifica o Dr. Thomas Levy, em relação ao ferro:
“[Um] relato de caso descreveu uma mulher de 27 anos com ‘insuficiência cardíaca grave’, normalizando completamente com um regime de remoção de ferro. Pacientes com cardiomiopatia grave por sobrecarga de ferro têm sobrevida média de apenas um ano quando a flebotomia terapêutica (doação de sangue) e a quelação de ferro não são utilizadas.
Esta forma de cardiomiopatia começa com restrição do enchimento do coração (disfunção diastólica) e evolui para uma cardiomiopatia congestiva. A cardiomiopatia por sobrecarga de ferro ocorre mais comumente em pacientes com hemocromatose hereditária ou hemocromatose secundária (como na -talassemia e na anemia falciforme).
No entanto, ainda se pode esperar que o excesso de ferro inferior ao observado na hemocromatose completa inflija a sua própria toxicidade dose-dependente. A maioria dos adultos já tem níveis excessivos de ferro no corpo, como visto pelos níveis elevados de ferritina que permanecem erroneamente considerados normais nos intervalos de referência laboratoriais.
O excesso de ferro no coração também é um fator predisponente ao desenvolvimento de fibrilação atrial, uma arritmia que contribui para o aumento da morbidade e mortalidade.
Em estudos com animais, foi demonstrado que o excesso de ferro celular nas células cardíacas aumenta o estresse oxidativo e prejudica a capacidade da cadeia de transporte de elétrons mitocondrial (ETC) de produzir ATP. Como o ATP é a principal molécula fornecedora de energia no corpo, qualquer diminuição na sua produção sempre resulta em comprometimento da função celular e doenças.
É digno de nota que a suplementação de resveratrol demonstrou melhorar drasticamente a função cardíaca em modelos animais de cardiomiopatia por sobrecarga de ferro. Num outro estudo em animais, quer a deferiprona quer a N-acetilcisteína foram eficazes na diminuição da concentração cardíaca de ferro.”
Todas essas contaminações por metais pesados são bem conhecidas, porém com aumento de risco de problemas cardiocirculatórios no pós pandemia, devemos ficar mais atentos ainda.
É algo silencioso, que pode ser fatal.
Nanoplásticos e metais
O antimônio desses metais era o que menos se observava nas contraindicações por metais tóxicos, porém, atualmente, sua fonte primária são as garrafas plásticas de PET.
Esse metal é mais tóxico que o arsênico, sendo o catalizador preferido para acelerar a reação química dos produtos plásticos PET, quanto em roupas de poliéster, produtos para crianças e outros tecidos.
Ele apresenta atividade estrogênica, sabidamente carcinogênica, indutora de obesidade, além de inibidor metabólico, reduzindo a atividade celular. Isso leva a disfunção celular e doença.
Energia celular no tratamento da falência cardíaca
Os órgãos que mais consomem energia são o cérebro e o coração.
Se você não consegue produzir energia celular para o batimento cardíaco, você estará reduzindo sérias consequências cardíacas.
Portanto, é fundamental melhorar a função mitocondrial.
Ativadores da função mitocondrial
Reduzir óleos de sementes ricos em LA
Regular xenoestrógeno – é outro fator destruidor de mitocôndria. Deve-se evitar os produtos em plástico, cosméticos sintéticos e de uso na higiene pessoal ricos em substâncias não naturais que ocupam sítios receptores de estrógeno, elevando sua manifestação.
Checar hipotireoidismo – é comum esses xenoestrogênios causarem redução da função tireoidiana
Mantenha sua ecologia intestinal equilibrada – disbiose causa envenenamento mitocondrial por alimentar bactérias desfavoráveis, sendo um grande veneno para as mitocôndrias
Como desintoxicar
- Terapias nutricionais de reparação e desintoxicação de metais, plásticos e desruptores endócrinos
- Flebotomias terapêuticas
- Sauna, que desintoxica e melhora a função cardíaca
Referências bibliográficas:
- J Am Coll Cardiol. 1999 May;33(6):1578-83
- Front Pharmacol April 12, 2021; 12
- Scientific World Journal. April 24, 2012; 136063
- Orthomolecular Medicine News Service. November 3, 2023
- Toxicology. 427:152289
- Defend Our Health, Problem Plastics. July 2022
- New England Journal of Medicine. March 6, 2024
- The Epoch Times. January 10, 2024
- Food Chemistry. May 15, 2024; 440:138246
- New England Journal of Medicine. March 6, 2024
- Million Marker, Polyethylene
- NACHI.org PVC Health Hazards
- CNN. March 7, 2024
- New England Journal of Medicine Editorial. March 6, 2024
Dr. Wilson Rondó Jr.
CRM RJ 52-0110159-5
Cirurgião Vascular de formação e Nutrólogo
Registro nº 058357