Moda e Estilo

Por Iesa Rodrigues

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IESA RODRIGUES

Para espantar o verão

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Publicado em 09/03/2025 às 11:55

Alterado em 09/03/2025 às 17:35

Os azuis da Kundalini, na modelo Alana Rozentino, com make de Adriana DeBossens Foto: Roger Fernandez / divulgação

O certo seria escrever para estampar o inverno, já que as coleções estão propondo belas estampas e bordados, grafismos típicos de dias quentes. Como o clima está imprevisível, podemos nos vestir de pretos e cinzas, como é tradição invernal, ou continuar com flores e cores como se continuasse este calor que desafia nosso humor.

Das monções


A série colorida em block printing da Kundalini, com styling de Alexandre Schnabl Foto: divulgação

 

Mais uma proposta da Kundalini, que desfilou recentemente em Ipanema. A história é a da Claudia Gaio, que viajou e se apaixonou pela Índia. De lá, trouxe a técnica do block printing, a impressão da estampa com carimbos para sua marca com nome indiano, Kundalini. Uma garantia de uso é que Claudia não se preocupa se é roupa de inverno ou verão. Se é para as monções ou para a neve de Manali. Seus quimonos azuis são perfeitos para 24 horas, para relaxar em casa, sair à noite, de tão bonitos nos tons de azul índigo.

 


O deserto argentino serviu de cenário para a coleção da Cacay Fotos: divulgação

 

Do deserto

Já a Cacay é da correria. Estas fotos, feitas no deserto argentino Purmamarca são para o inverno 2025, deste ano. Combinam bordados e estampas na coleção Colorado, uma homenagem aos povos andinos. Acrescida com a atualidade das formas assimétricas, da alfaiataria desconstruída e as mangas com recortes e volumes importantes. A cor do deserto serviu de fundo para os verdes, azuis (que segundo a Cacay substituirão o preto, neste inverno), e os rosáceas. Contando também com os mostardas, que quase se camuflam nos tons do deserto.

A correria da Cacay ultrapassa o inverno: a coleção do verão 2025/26 já está prestes a ser lançada. O fato da marca ter uma presença internacional justifica a pressa em avançar nas estações.

De longe

Enquanto nossas modas começam a evoluir, o pessoal do hemisfério norte lança o inverno 2025/26, em meio a notícias de compras de grifes, como a Prada comprando a Versace - espero que Raf Simons não seja o designer, porque do jeito que ele é minimalista, nada a ver com a exuberância da Versace. O Tom Ford fazendo Haider Ackermann, outra dúvida se o talento dele supera a rigidez do Ackerman _ em todo caso, Ackermann já trabalhou com Tom Ford. No desespero pelas novas definições do setor da moda, há quem aponte Bernard Arnault como o vilão que está derrubando o luxo. Só que se não fosse por ele abrindo o grupo LVMH, muitas grifes famosas teriam fechado as portas nos anos 1990. O caso é que o consumo existe, ninguém vai andar sem roupa: afinal, vestir é uma forma de expressão pessoal. É preciso achar o caminho para o objetivo básico da indústria do vestuário: vender.

O que é?

Monções: fenômeno climático frequente na Índia, Tailândia e arredores com ventos e chuvas fortes. de junho a setembro, em geral

Kundalini: além de ser o nome da marca da Claudia Gaio, é a imagem da cobra enrolada na base da coluna, a energia vital que acorda com a prática da meditação e yoga


Parte do elenco de Clima do Amor, na cena de análise de um tufão Foto: divulgação

 

Ainda não citei a Coréia do Sul nesta coluna! Vejam o k-drama Clima do Amor (Netflix), com Song Kang e a bela Park Min-young. Eles trabalham em um centro de previsões meteorológicas. Mais do que no romance, vale prestar atenção nos comentários de narração, explicando como o clima afeta o humor das pessoas.

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