Design, inteligência e futuro

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Linhas perfeitas, integração à natureza, funcionalidades e eficiência. Qual é a cidade que queremos? Como a queremos? O que ela precisa incorporar para melhor nos atender? A que custo? Como ela terá sua sustentabilidade garantida? Como ela deve se integrar, na sua região, com as cidades circunvizinhas? Qual a visão de futuro?

São essas as questões que devem ser respondidas quando pensamos em cidades inteligentes. E o que é inteligência? Inteligência é a capacidade de compreensão, resolução de problemas e adaptação a novas situações. Dizem alguns que não devemos envolver sentimentos para não influenciarmos emocionalmente as respostas que precisamos dar. Por este prisma, falaremos em inteligência emocional, o que nos remete à mais fria e assertiva forma que é a construída na Inteligência Artificial. Pronto, chegamos à inteligência possível de ser construída em cidades.

O primeiro passo, no meu entender, deve ser o estudo urbanístico dos diversos núcleos de uma cidade, os bairros. Cada bairro tem características próprias e cumpre um papel específico no contexto da cidade. Há algum tempo falava-se em setorização das cidades, já sabemos que não é o mais adequado atualmente, nem socialmente, nem ecologicamente. Cada núcleo deve atender às necessidades de quem ali vive. Este mix cria a vida dos bairros, permite que pessoas morem, trabalhem, se divirtam e abasteçam suas despensas a pé. Claro que cada região com vocações mais específicas, algumas com mais diversão, outras com centros comerciais maiores e diversificados, e outras mais industriais, mas todas elas podem ser independentes e, mesmo independentes, relacionarem-se com as demais de forma bem ativa. O arquiteto e urbanista Eduardo Matielli, desta nova geração, afirma que “Precisamos de cidades mais amigas do cidadão, se eu quiser ir de bicicleta trabalhar, a cidade deve promover as condições adequadas”, diz. “Não há como se falar em carros elétricos se hoje minha geração entende que não precisa ter o bem, carro, parado 23 horas do dia. Quando preciso para viajar, eu alugo o que melhor atenda a minha necessidade. Nós urbanistas devemos interagir mais, trazendo ao poder público a técnica e ajudando, neste caso, à viabilização de projetos de micromobilidade (bicicletas, patinetes, skates etc.), isso sim é ESG”, completa. Eduardo nos traz um projeto de geração de energia com painéis fotovoltaicos perfeitamente integrados ao ambiente e com múltipla funcionalidade, geração de energia, cobertura e alimentação elétrica para veículos.

Macaque in the trees
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Macaque in the trees
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Imagens: Eduardo Matielli

 

Veja o vídeo

O cidadão deve ser ouvido de forma ampla, e cenários apresentados por estudiosos. As cidades devem oferecer serviços ao cidadão adequados às suas necessidades, e para tal é fundamental saber suas aspirações.

Quando aqui conversamos sobre a forma com que a China tem desenvolvido a inteligência em suas cidades, percebemos que o principal indutor são as empresas. Isso, a iniciativa privada. Estas, querendo saber como melhor atender seus clientes a um menor custo, firmam acordos com governo, captam diversos dados do dia a dia e dão acesso a elas ao governo que as trata de forma a obter melhores práticas.

Conversei com o arquiteto Guto Índio da Costa, uma das referências de design no Brasil. Guto acredita que a tecnologia deve estar ligada diretamente ao design em cidades, citando o exemplo de mobiliário urbano que vem desenvolvendo. “Criei um banco de praça, mas com muito charme, ergonomia e tecnologia”, afirma Guto. Este projeto rendeu-lhe um reconhecimento internacional, o prêmio iF Design Award.

Macaque in the trees
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Imagens: Guto Índio da Costa

 

Guto completa dizendo que “a infraestrutura deve estar adequada à viabilização da micromobilidade, deve haver pontos, por exemplo, para abastecimento de energia de bicicletas e patinetes."

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Totens e postes inteligentes devem ser a forma de se multiplicar a presença das forças de segurança. Guto apresenta exemplos muito funcionais e bem elegantes.

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Enquanto você aguarda em uma estação de embarque, deve haver facilidades e informações pertinentes àquele espaço. Além de proteção a intempéries.

O melhor é que estes projetos sejam financiados, desde a construção até a manutenção, pela iniciativa privada, criando formas de inserções publicitarias. 

Macaque in the trees
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Uma cidade só é inteligente quando os elementos que as compõe o são. Com o tempero deste refinado design há a integração perfeita com os diversos cenários urbanos.

E o futuro, como será? Sabemos que a velocidade do poder público em criar as regras é muito alta e que o dinamismo dos negócios é frenético. O modelo que devemos buscar é o exemplificado pelo Governo Chinês. As empresas identificam oportunidades, apresentam para o governo e a análise é pontual, sendo equilibrado o retorno à população, o projeto é aprovado, mas deve ser mantido pelo proponente.

Precisamos identificar a forma viável para nossas empresas e propor ao Estado (prefeituras, Governos de Estado e Governo Federal). Essa bola tem que rolar e o driver pode e deve ser a iniciativa privada, ali estão os recursos.

Gostou desse assunto? Tem algum projeto que auxilie na melhoria de sua cidade? Mande um e-mail e vamos conversar.



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