‘Medusa’ e ‘Rolê - Histórias dos Rolezinhos’ são os vencedores do Festival do Rio

Filmes, de Anita Rocha da Silveira e de Vladimir Seixas, respectivamente, levaram o Troféu Redentor 2021; Lázaro Ramos, estreando como diretor, levou o Prêmio Especial do Júri com "Medida Provisória"

Foto: divulgação
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Numa cerimônia de gala nesse domingo (19), o Festival Internacional de Cinema do Rio divulgou os premiados de sua edição 2021, que teve início em 9 de dezembro e foi realizada no formato presencial.

A noite, conduzida por Marcos Didonet, um dos diretores do festival, foi iniciada com o ator Romeu Evaristo, que está completando 50 anos de carreira, interpretando “Juízo Final”, de Nelson Cavaquinho.

Ilda Santiago, também diretora do evento, ressaltou que esta edição foi histórica.
“A gente sabe que em muitos anos vamos continuar nos lembrando deste em que nos encontramos de novo”, ressaltou Ilda, destacando a importância da Première Brasil.
“Que os filmes voem, pois o festival estará aqui ano que vem para voar com vocês”.

A seguir, foram anunciados os vencedores.

“Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, ganhou o Prêmio de Melhor Longa-Metragem.
Na edição 2015, a diretora carioca já tinha conquistado o Troféu Redentor com seu filme de estreia “Mate-me por Favor”. Com “Medusa”, Anita também conquistou o bicampeonato em direção de ficção, em empate com Laís Bodanzky, por “A Viagem de Pedro”. “Medusa” deu ainda o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Lara Tremouroux. O melhor ator coadjuvante foi Sergio Laurentino, em “A Viagem de Pedro”.

Lázaro Ramos, estreando como diretor, levou o Prêmio Especial do Júri com “Medida Provisória”.

“Mundo Novo”, produzido durante a pandemia na zona sul do Rio de Janeiro, venceu como Melhor Roteiro e deu a Tati Villela o prêmio de Melhor Atriz. O Melhor Ator foi Rômulo Braga, por sua atuação em “Sol”, de Lô Politi.

Entre os documentários, o prêmio de Melhor Longa foi para “Rolê – Histórias dos Rolezinhos”, de Vladimir Seixas, que retrata o movimento de ocupação dos shoppings e reflete sobre o racismo praticado rotineiramente em espaços comerciais do Brasil. O consagrado diretor Murilo Salles conquistou o prêmio de Melhor Direção em Documentários, com “Uma Baía”.


PRINCIPAIS PRÊMIOS

– PREMIÈRE BRASIL

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO - Medusa, de Anita Rocha da Silveira

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO - Rolê - Histórias dos rolezinhos, de Vladimir Seixas

MELHOR CURTA-METRAGEM -Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - Medida Provisória, de Lázaro Ramos

MELHOR DIREÇÃO DE FICÇÃO - Anita Rocha da Silveira, por Medusa; e Laís Bodanzky, por A Viagem de Pedro

MELHOR DIREÇÃO DE DOCUMENTÁRIO - Murilo Salles, por Uma Baía

MELHOR ATRIZ - Tati Villela, por Mundo Novo

MELHOR ATOR - Rômulo Braga, por Sol

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE - Lara Tremouroux, por Medusa

MELHOR ATOR COADJUVANTE - Sergio Laurentino, por A Viagem de Pedro

MELHOR ROTEIRO - Alvaro Campos e elenco, por Mundo Novo

MELHOR MONTAGEM - Eva Randolph, por Uma Baía

MELHOR FOTOGRAFIA - Ivo Lopes Araújo, por Casa Vazia

 

– NOVOS RUMOS

MELHOR LONGA-METRAGEM - Rio Doce, de Fellipe Fernandes

MENÇÃO HONROSA - O Dia da Posse, de Allan Ribeiro

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - para a atriz Renata Carvalho, por Os Primeiros Soldados

MELHOR CURTA-METRAGEM - Chão de Fábrica, de Nina Kopko

 

UMA EDIÇÃO PARA FICAR NA HISTÓRIA

O Festival do Rio 2021 disse a que veio. Já começou bem programando para a abertura, a primeira exibição no Brasil de “Madres Paralelas”, do celebrado cineasta espanhol Pedro Almodóvar.

Entre os títulos brasileiros – como Ilda tinha prometido no anúncio da programação –, o festival deu um show. “A seleção deste ano mostrará um cinema brasileiro forte, pleno de reflexão e, apesar das batalhas diárias, pronto para resgatar um lugar junto ao público”, disse Ilda na ocasião.

Nas competitivas e paralelas da Première Brasil, principal mostra do festival, foram apresentadas novas produções de diretores consagrados e estreantes de todo o País. Entre eles, os premiados nesta edição: “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, (Première Mundial em Cannes); “Uma Baía,” de Murilo Salles (lançado em Leipsig); e “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos.

Na Première Brasil Hors Concours, com uma ótima seleção, foram destaques: “Turma da Mônica 2: Lições”, de Daniel Rezende; “Marinheiro das Montanhas”, de Karim Aïnouz, ovacionado em Cannes, onde foi lançado; e “A Suspeita”, de Pedro Peregrino, estrelado por Glória Pires.

A Première Brasil Especial prestou homenagens a filmes clássicos e grandes nomes do nosso cinema: entre outros, “Dona Flor e seus dois Maridos”, de Bruno Barreto; “Chico Mario – a Melodia da Liberdade”, de Silvio Tendler; e “Terra Estrangeira”, de Walter Salles e Daniela Thomas.

A Mostra Internacional, por sua vez, trouxe filmes de diretores consagrados, muitos deles já exibidos neste ano em Sundance, Berlim, Cannes e Veneza, com destaque para os vencedores do Urso de Ouro em Berlim “Bad Luck Banging or Loony Porn”, de Radu Jude e da Palma de Ouro em Cannes “Titane”, de Julia Ducorneau.

Além desses – e entre outros – os novos filmes de Paul Verhoeven (“Benedetta”), Apichatpong Weerasethakul (“Memoria”), Woody Allen (“Festival do Amor”), Celine Sciamma (“Pequena Mamãe”); Hong Sang-soo (“A Mulher que Fugiu”); Ryusuke Hamaguchi (“Drive my Car”); Nanni Moretti (Tre Piani); Asghar Farhadi (“Um Herói); e Guillermo del Toro que encerrou o festival com “O Beco do Pesadelo”.

 

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