Mostra de São Paulo será presencial e on-line

Seleção inclui os vencedores do Urso de Ouro em Berlim e da Palma de Ouro em Cannes

Foto: divulgação
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A 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa na próxima quinta-feira (21) será realizada de forma híbrida, com sessões presenciais e no formato on-line, com limite de visualizações. O encerramento será dia 3 de novembro.

Renata de Almeida, diretora da mostra, deu detalhes do funcionamento desta edição, os filmes selecionados e os locais onde serão exibidos.

A mostra apresentará 265 filmes de 50 países, com exibição em 14 salas de São Paulo e transmissão pela internet.

Para assistir aos filmes presencialmente, os espectadores precisarão apresentar um comprovante de vacina contra a covid-19, o que, conforme ressaltou a diretora, “faz com que as pessoas se sintam mais seguras numa sala de cinema, sabendo que o público ali presente está vacinado”.

Além da exigência do atestado de vacina, o rígido protocolo estabelece ocupação das salas restrita a 50%, uso de máscaras e distanciamento social.

A relação de filmes é maior que a do ano passado, mas ainda não voltou totalmente ao número de edições realizadas antes da pandemia.

Desde sua criação, é escolhido um filme de destaque para abrir a mostra. Neste ano, a estreia será realizada de forma coletiva, com sessões simultâneas em várias salas de cinema: Entre outros, serão exibidos: “Noite Passada em Soho”, de Edgar Wright; “Bergman’s Island”, de Mia Hansen-Love; e “Um Herói”, do iraniano Asghar Farhadi”, que teve première mundial em Cannes, onde concorreu à Palma de Ouro.

Destaques

Todos os filmes selecionados serão exibidos de forma presencial. Alguns serão disponibilizados on-line com limite de visualizações, cujo número depende de entendimento prévio com os produtores e distribuidores.

A mostra apresentará uma programação de peso. Entre os títulos brasileiros, 36 terão estreia no evento. Na seleção internacional serão mostrados, em primeira mão, cerca de 200 filmes totalmente inéditos por aqui.

Muitos tiveram sucesso e/ou foram premiados em festivais já realizados este ano. Assim, estão confirmados “Bad Luck Banging or Loony Porn”, do romeno Radu Jude, Urso de Ouro em Berlim; e “Titane”, da francesa Julia Docournau, Palma de Ouro em Cannes.

Além de “Titane”, outros premiados no festival francês foram selecionados para a mostra, que incluiu “Annette”, do francês Leos Carax, que ganhou o prêmio de melhor diretor; “Memoria”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul (Prêmio do Júri); “Ahed’s Knee”, do israelense Nadav Lapid (que dividiu o Prêmio do Júri com Weerasethakul); “Noche de Fuego”, da salvadorenha Tatiana Huezo, menção honrosa no Prêmio Un Certain Regard; e “Murina”, da croata Antoneta Alamat Kusijanovic (coproduzido pela RT Features do brasileiro Rodrigo Teixeira), que ganhou a Camera d’Or de melhor primeiro filme.

De Berlim, também integra a mostra “Introduction”, de Hong Sang-soo, vencedor do prêmio de roteiro no festival alemão.

Entre os brasileiros, os destaques incluem “Marinheiro das Montanhas”, de Karim Aïnouz, que foi ovacionado em Cannes; “Madalena”, estreia em longas de Damiano Marcheti e selecionado para San Sebastián; “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, prêmio do público em Veneza; “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira (Quinzena dos Realizadores em Cannes); e “Ziraldo, Era uma Vez um Menino”, de Fabrizia Pinto, documentário sobre o Cartunista, que assina o desenho do cartaz desta 45ª edição.

O documentário “Sars-Cov-2/ O Tempo da Pandemia”, dirigido por Eduardo Escorel e Lauro Escorel, terá pré-estreia mundial na mostra.

“7 Prisioneiros”, do cineasta brasileiro-americano Alexandre Moratto – e tendo Fernando Meirelles entre os produtores – terá sessão especial no Museu da Imigração, que exibirá dois filmes voltados à defesa dos Direitos Humanos. Além de “7 Prisioneiros”, que aborda a escravidão moderna e é protagonizado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros, o outro título é “Pegando a Estrada”, de Panah Panahi, filho do consagrado cineasta iraniano Jafar Panahi.

Os homenageados pela mostra nesta edição são o diretor português Paulo Rocha, que terá uma retrospectiva com seus filmes, e a atriz e diretora Helena Ignez, nome destacado do Cinema Novo, que receberá o prêmio Leon Cakoff.

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